MDM-8-marco«Os direitos das mulheres não podem esperar», defende o MDM, ao divulgar ontem o seu programa nacional para comemorar o Dia Internacional da Mulher.
Na Caparica e na Trafaria, no dia 8 de março serão promovidas pela Junta da União das Freguesias distribuições de flores nos mercados.
¤ 4-mar-2016


Para o Movimento Democrático de Mulheres, o Dia Internacional da Mulher «é um marco indelével na longa marcha pela emancipação das mulheres». Na nota de imprensa de dia 3, sobre este 8 de Março, o MDM recorda que o Século XX foi um século de grandes lutas pelos direitos das mulheres e de conquistas difíceis, que motivaram a luta das mulheres do mundo e que hoje correm sérios riscos de colapso. Mas, «tal como no passado, as mulheres não permitirão que tais retrocessos ofusquem as suas perspectivas de terem uma condição social digna».

As mulheres e o País «precisam de políticas que anulem as medidas gravosas e que promovam o aprofundamento de direitos, retomando os caminhos para a igualdade, o desenvolvimento, o progresso e a paz», e o MDM assegura que «não ficará à espera e continuará, de forma empenhada, a intervir com as mulheres portuguesas pela garantia de respostas concretas às suas aspirações».

 

Dia 12 em Lisboa20160304MDM12marco

Persistindo que «comemorar o 8 de março é também reivindicar e afirmar direitos» o MDM vai levar a cabo uma iniciativa em Lisboa, na tarde de 12 de março (sábado), para a qual convida todas as as mulheres. Esta festa (com música, poesia, pintura e intervenção políticas) será uma grande manifestação de alegria, de confiança, de exigência, de luta de pelos direitos das mulheres, refere o MDM.
O encontro inicial está marcado para o Cais do Sodré, junto ao Rio, seguindo-se um desfile no Passeio Ribeirinho, até ao Jardim da Doca Seca.

 

20160304MDM12marco suelmaSolidariedade internacional

A tradição do 8 de Março faz dele também «um dia de solidariedade internacional com as mulheres do Mundo inteiro que resistem e lutam pela liberdade e autodeterminação, pela igualdade e a paz». Uma dessas mulheres é Suelma Saleh Beiruk, vice-presidente do Parlamento Pan-Africano e dirigente da União Nacional das Mulheres do Saara Ocidental, que se junta este anos às comemorações portuguesas do 8 de Março, para participar em momentos de solidariedade com o povo saarauí.
No programa de Suelma Beiruk inclui-se o desfile em Lisboa, no dia 12. Nesse sábado, às 22 horas, estará em Almada (Sala Pablo Neruda, Forum Municipal Romeu Correia), para uma sessão de «Solidariedade com o povo saharauí e a causa das mulheres refugiadas».

Share