20200416TSTautocarro arquivoA TST anunciou a reposição de algumas carreiras, a partir da próxima segunda-feira, e a CMA destaca as que fazem ligação a Lisboa. Mas continuam sem resposta as necessidades locais, expostas oportunamente pela Junta.
¤ 16-mai-2020

 

A transportadora do grupo alemão Arriva informou que, a partir de dia 18, vai ativar 24 carreiras (cortadas desde 16 de Março) e «reforçar» outras 13. Os números referem-se a toda a área servida pela TST (concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal).

Ao divulgar esta notícia, no sítio da Câmara Municipal de Almada, destaca-se o facto de serem repostas as ligações a Lisboa, mas nada se refere quanto aos demais serviços no concelho.

 

Preocupação e exigência

É com preocupação que a Junta da União das Freguesias de Caparica e Trafaria verifica que, mais uma vez, continuam a ser ignoradas as necessidades, inúmeras vezes referenciadas, de reforço de carreiras e horários das camionetas que servem o nosso território, deixando vastas áreas sem um serviço público de transportes, forçando as pessoas que aí vivem a um verdadeiro recolher obrigatório.

Mais recentemente, estas preocupações foram expostas à CM Almada, quando, no final de Abril, solicitou à Junta de Freguesia que identificasse carreiras da TST que, no território da União das Freguesias, pudessem ser cortadas. O objetivo era acomodar a decisão unilateral da transportadora de, aproveitando-se da pandemia, cortar 60 por cento dos percursos.

Tal perspectiva foi recusada pela Junta.

Numa comunicação enviada para a Câmara (Diretor Municipal de Obras, Mobilidade e Urbanismo), no dia 27 de Abril, a Junta lembrou que o défice de transportes públicos rodoviários no território das freguesias da Caparica e da Trafaria é crónico e, desde há muito, os órgãos da União das Freguesias têm tomado posições no sentido de que a TST dê uma resposta efectiva às necessidades da população.

Foram realçadas as carências em zonas como os bairros do PIA (Plano Integrado de Almada), a Corvina, a Cova do Vapor, a Trafaria, o Porto Brandão, a Banática, Pêra e o Funchalinho.

A Junta recusou os argumentos da concessionária, até porque o caminho que foi prosseguido na Área Metropolitana de Lisboa colocou o Estado e as autarquias a financiarem o serviço público de transportes, não sendo aceitável os argumentos da TST. Esta deverá, ainda mais nos tempos que vivemos, contribuir para a solução e não para o agravamento do problema.

Rejeitando qualquer corte nas carreiras que servem o território da União das Freguesias, a Junta reafirmou a exigência de um serviço de transporte público que corresponda efectivamente às necessidades da população.

 

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