20200603Trafaria Cacilheiro arquivoFinalmente, realizou-se ontem uma reunião da Junta da União das Freguesias de Caparica e Trafaria com uma representante da administração da Transtejo, sobre a reposição dos horários e melhoria do serviço na ligação entre Trafaria, Porto Brandão e Belém.
¤ 10-jul-2020

 

A reunião que fora pedida há um mês, com urgência, à presidente do conselho de administração da Transtejo Soflusa, teve lugar ontem. Para abordar estes problemas, tão importantes para milhares de moradores que necessitam daquela ligação fluvial, reuniram-se por vídeo-conferência, a presidente da Junta, Teresa Coelho, o porta-voz de um grupo de moradores e utentes, João Horta, e a secretária-geral da transportadora, Margarida Perdigão.

No essencial, a representante da Transtejo limitou-se a comunicar a decisão que tinha sido divulgada na segunda-feira, dia 7, à comunicação social: manter a redução dos horários, alegando que existe uma diminuição da procura do serviço.

A Junta não se conformou com esta decisão nem com tal explicação. Como sabemos, se os horários dos barcos e a sua conjugação com carreiras rodoviárias corresponderem às necessidades dos utentes, o número de passageiros aumenta substancialmente.

Foram apresentadas pela Junta propostas de alargamento dos horários ao fim-de-semana e à noite. Foi ainda sugerido que a Transtejo analise a possibilidade de acrescentar nesta ligação um navio só para passageiros, em serviço ao longo do dia.

Foram referidas as necessidades relacionadas com o polo universitário na Caparica e com a restauração na Trafaria e no Porto Brandão.

Com preocupação, a Junta alertou para a necessidade de realizar obras urgentes na gare da Trafaria (e resolver de vez o malfadado «buraco») e também no Porto Brandão.

A representante da Transtejo assumiu o compromisso de transmitir estas preocupações e propostas ao conselho de administração.

A Junta vai aguardar resposta, nos próximos dias, mas as necessidades dos moradores e demais utentes da ligação fluvial Trafaria, Porto Brandão e Belém exigem que não se limite a esperar.

Como vimos noutra situação de crise, há pouco mais de dez anos, é necessário muito esforço coletivo para que a Transtejo Soflusa e o Governo que a tutela recuem em medidas particularmente penosas para milhares de pessoas.

Um próximo passo da Junta vai ser a exposição desta situação à Assembleia Metropolitana de Lisboa.

Por outro lado, a autarquia continuará a apoiar todos os protestos e movimentações de moradores e utentes, para salvaguarda dos interesses de quem precisa de um transporte fluvial fiável, de qualidade, com horários ajustados e a preços acessíveis.