20200416TSTautocarro arquivoAs necessidades dos utentes da Caparica e da Trafaria, em especial de localidades que estão sem transporte público, continuam a ser ignoradas pela Transportes Sul do Tejo, que há quase dois meses mantém sem resposta insistentes pedidos de reunião da Junta.
¤ 21-jul-2020

 

Corvina e Pica Galo são duas das localidades onde os moradores se queixam de continuarem sem serviço público de transporte rodoviário, mesmo depois de sucessivos anúncios de reposição de carreiras por parte da TST.

Mas, como vários moradores têm dado a saber à Junta da União das Freguesias de Caparica e Trafaria, as falhas ocorrem em toda a área da Trafaria. Além disso, em várias zonas da Caparica, como Porto Brandão, foram retomadas algumas carreiras, mas o serviço continua a ser insuficiente.

A falta de autocarros, em horários e percursos adequados às necessidades da população, tal como o incumprimento dos horários anunciados (deixando os passageiros surpreendidos pela supressão sem aviso), fazem crescer o descontentamento e forçam muitas pessoas a recorrerem a alternativas mais caras e menos eficientes, do ponto de vista da economia e do ambiente.

Desde o início de junho, a Junta tem enviado à administração da TST sucessivos pedidos de reunião, para abordar o atual estado do serviço nas freguesias.

Algumas preocupações foram expostas, ainda em Abril, numa comunicação suscitada por um pedido da Câmara Municipal de Almada (Diretor Municipal da Mobilidade):

- o défice de transportes públicos rodoviários no território das freguesias da Caparica e da Trafaria é crónico;
- os órgãos da União das Freguesias têm tomado posições no sentido de que a TST dê uma resposta efectiva às necessidades da população;
- as carências são particularmente graves em zonas como os bairros do PIA, a Corvina, a Cova do Vapor, a Trafaria, o Porto Brandão, a Banática, Pêra e o Funchalinho.

A TST não pode continuar a ignorar as necessidades da população nem pode deixar sem resposta os pedidos de diálogo por parte da Junta.

O Executivo, além de apoiar os justos protestos dos utentes, está a analisar outras possibilidades de intervenção, pelo direito ao transporte público rodoviário, caso a transportadora do grupo alemão Arriva persista nesta inaceitável posição.