20201217CGD protesto cartaz A Junta da União das Freguesias de Caparica e Trafaria apela a que a população se reúna frente à agência da Caixa Geral de Depósitos, esta sexta-feira, dia 18, pelas 10 horas, para exigir que este importante serviço público não seja encerrado.
¤ 17-dez-2020

 

1. Prejuízos não demovem a Administração

Um responsável do banco público confirmou que a Administração não tenciona recuar na decisão de fechar a agência.

A presidente da Junta, Teresa Coelho, e o secretário, António Joaquim Oliveira, reuniram-se esta semana, na sede da CDG, com o diretor central da Direção Comercial Sul, António Bernardes, a quem transmitiram o protesto da população, salientando que, se esta medida se concretizar, não restará qualquer representação física do banco público ou de outra instituição bancária nas freguesias de Caparica e Trafaria.

Encerrar a agência na Rua Alfredo Cunha representará um grande prejuízo para a população da Caparica, sobretudo os mais idosos, mas também para os demais clientes, incluindo empresas e instituições.

A grande afluência de público, uma constante neste balcão, mostra que o serviço é necessário e, muito provavelmente, satisfaz até os critérios economicistas de quem não dá valor ao papel social da CGD para quem vive e trabalha numa área que vai muito para além da Caparica.

 

2. O mau exemplo na Trafaria

O anunciado encerramento desta agência também irá agravar ainda mais a situação criada com o fecho, de má fé, do serviço automático na Trafaria.

Recordemos que, em abril de 2016, perante o protesto popular, a CGD declarou por escrito que havia intenção de manter ali o serviço automático.

Não foi preciso muito tempo para este compromisso ser rasgado, numa operação inqualificável que teve seguimento no quase abandono a que está votada a caixa Multibanco.

 

3. A população faz-se ouvir

Confirmadas as posições predominantes na cúpula da Caixa, resta à população fazer ouvir a sua voz junto do poder central, em especial o Governo, que nomeia a administração da CGD.

Vamos usar todos os meios disponíveis para que essa voz seja ouvida, promovendo ou apoiando iniciativas.

Está em circulação um abaixo-assinado, que pode ser subscrito em papel, nas secretarias da Junta e outros pontos, e na Internet (peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT104413).

O problema foi debatido anteontem na Assembleia de Freguesia (veja aqui), que aprovou uma posição por unanimidade.

Vamos agora mostrar o nosso descontentamento na rua (cumprindo, naturalmente, as regras de segurança sanitária): na sexta-feira, dia 18, às 10h00, a voz da população vai-se fazer ouvir em frente da agência que estamos a defender!

- Comunicado em ficheiro pdf

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